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Mesoamérica

Monte Albán: a cidade zapoteca no alto da serra de Oaxaca

Uma acrópole nivelada no alto de uma serra, com um dos conjuntos de inscrições mais antigos da Mesoamérica. Os zapotecas não são um capítulo menor entre olmecas e mexicas: têm trajetória própria.

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  • Referências4 obras e acervos

Em resumo

  • Monte Albán é fundada por volta de 500 a.C. no alto de uma serra no vale de Oaxaca.
  • Os relevos chamados Danzantes mostram figuras humanas em poses contorcidas, hoje lidas em geral como cativos.
  • Há escrita zapoteca e uso de calendário em monumentos do sítio.
  • A língua zapoteca continua falada em Oaxaca por centenas de milhares de pessoas.

Nivelar uma montanha

Por volta de 500 a.C., comunidades dos vales de Oaxaca deslocam o centro cerimonial para o alto de uma serra até então pouco ocupada. Aplanam o cume, erguem plataformas e, ao longo dos séculos, uma cidade que chega a dezenas de milhares de habitantes no Clássico. A escolha do alto é política e visual: quem está em Monte Albán vê os três braços do vale; quem está no vale vê a cidade.

Javier Urcid, Joyce Marcus e Kent Flannery estão entre quem reconstruiu essa trajetória a partir de escavações e de inscrições. O sítio entra na Lista do Patrimônio Mundial em 1987, junto com o centro histórico de Oaxaca.

Danzantes, escrita, calendário

As lajes dos Danzantes mostram corpos masculinos com os olhos fechados e o corpo mole. A leitura antiga via dançarinos. A leitura atual, predominante, vê cativos mortos ou sacrificados, com glifos que podem nomear lugares vencidos. É política em pedra, no mesmo espírito das listas de conquista de outras cidades mesoamericanas.

A escrita zapoteca está entre as mais antigas da região. Não tem decifração completa comparável à maia, mas registra nomes, datas e eventos. O calendário de 260 dias já está em uso. O artigo sobre escrita maia mostra um sistema vizinho, mais tardio e mais lido; o de olmecas mostra o horizonte anterior na costa do Golfo.

O vale depois da acrópole

Monte Albán perde centralidade no fim do Clássico. Outros centros do vale, e depois Mitla, assumem funções. Os mixtecas entram na história de Oaxaca com códices próprios. Os mexicas cobram tributo da região sem apagar as sociedades locais. A língua zapoteca — na verdade um conjunto de variantes — segue viva.

O conteúdo sobre os zapotecas e o quiz cobrem o arco completo.

Perguntas frequentes

O que é Monte Albán?

O principal centro zapoteca do vale de Oaxaca, fundado por volta de 500 a.C. no alto de uma serra nivelada, com praças, jogos de bola, túmulos e inscrições.

Quem construiu Monte Albán?

As sociedades zapotecas dos vales de Oaxaca. Não foram os olmecas nem os mexicas, embora tenha havido contato com ambas as esferas em períodos distintos.

O que são os Danzantes de Monte Albán?

Relevos de corpos humanos em poses contorcidas. A interpretação hoje predominante é que representem cativos, não dançarinos, possivelmente com nomes de lugares vencidos.

Os zapotecas tinham escrita?

Sim. Monumentos de Monte Albán trazem um dos sistemas mais antigos da Mesoamérica. A decifração é parcial, diferente da leitura avançada da escrita maia.

Ainda existem zapotecas?

Sim. Centenas de milhares de pessoas falam variantes da língua zapoteca em Oaxaca e em comunidades migrantes, e a identidade zapoteca é contemporânea, não apenas arqueológica.

Pode-se visitar Monte Albán?

Sim. O sítio fica a poucos quilômetros da cidade de Oaxaca, com museu de sítio e vista sobre o vale.

Referências

Obras, instituições e acervos consultados na preparação deste texto. Nenhuma afirmação foi incluída sem apoio em pelo menos uma dessas fontes.

  • Joyce Marcus e Kent V. Flannery, pesquisas sobre o vale de Oaxaca.
  • Javier Urcid, estudos de escrita zapoteca.
  • UNESCO, Centro do Patrimônio Mundial: Centro histórico de Oaxaca e sítio arqueológico de Monte Albán (1987).
  • INAH, zona arqueológica de Monte Albán.

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