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Transparência

Fontes e metodologia

De onde vem cada informação publicada aqui, como as perguntas são construídas e o que fazemos quando a pesquisa não tem resposta fechada.

De onde vem o conteúdo

Cada pergunta e cada texto deste site nasce de material publicado por instituições de pesquisa, museus, órgãos de patrimônio e obras acadêmicas de referência. Nada é escrito a partir de memória ou de resumos encontrados em sites de terceiros.

As categorias de fonte que utilizamos são quatro:

  • Órgãos de patrimônio e organismos internacionais. Fichas de sítios inscritos na Lista do Patrimônio Mundial da UNESCO, com datas de inscrição e descrições oficiais; documentação do Instituto Nacional de Antropologia e História do México; fichas do Ministério da Cultura do Peru; documentação do Ministério das Culturas da Bolívia.
  • Museus e seus acervos. Museo Nacional de Antropología e Museo del Templo Mayor, no México; Museo de las Culturas de Oaxaca; Museo de Antropología de Xalapa; Museo Larco e Museo Nacional de Arqueología, Antropología e Historia del Perú, em Lima; Museu Tumbas Reais de Sipán; Museo Nacional de Arqueología, em La Paz; Museo del Oro, em Bogotá; Museu Paraense Emílio Goeldi, em Belém; Smithsonian National Museum of the American Indian.
  • Obras acadêmicas de referência. Sínteses reconhecidas na área, como as de Michael D. Coe e Stephen Houston sobre os maias, Simon Martin e Nikolai Grube sobre dinastias maias, Michael E. Smith sobre os mexicas, Terence D'Altroy sobre os incas, Joyce Marcus e Kent Flannery sobre os zapotecas, Christopher Pool sobre os olmecas, Jeffrey Quilter sobre os Moche, Helaine Silverman e Donald Proulx sobre Nasca, John Janusek sobre Tiwanaku, Richard Burger sobre Chavín, e William Keegan e Corinne Hofman sobre o Caribe.
  • Fontes primárias e coloniais, lidas criticamente. Códice Florentino, Códice Mendoza, códices mixtecos, Manuscrito de Huarochirí, entre outros. Esses documentos são indispensáveis e, ao mesmo tempo, foram produzidos em contexto colonial — o que sempre é sinalizado no texto.

Como uma pergunta é produzida

  1. Definição do ponto

    Escolhe-se um conteúdo específico que valha a pena ser conhecido e que não dependa de informação em disputa para ter uma resposta correta.

  2. Verificação em fonte

    A afirmação é conferida em pelo menos uma referência da lista acima. Quando há divergência entre fontes, ou a pergunta é reformulada, ou a divergência passa a ser o próprio assunto da pergunta.

  3. Redação dos distratores

    As alternativas incorretas são construídas a partir de confusões comuns — trocar povos, regiões ou períodos —, e não como opções absurdas. O objetivo é que errar também ensine.

  4. Explicação e contexto

    Escreve-se a justificativa da resposta e um parágrafo que amplia o assunto, muitas vezes apontando o erro que a alternativa incorreta representa.

  5. Revisão

    Um segundo integrante da equipe confere a correspondência entre a afirmação e a fonte, a clareza do enunciado e a adequação da terminologia.

Regras de terminologia

Algumas decisões de linguagem valem para todo o site:

  • Usamos mexicas como forma principal, mantendo "astecas" apenas como referência de reconhecimento.
  • Preferimos os termos das próprias línguas — altepetl, ayllu, k'uhul ajaw, cacicado — a traduções por equivalentes europeus imprecisos, e explicamos cada um.
  • Evitamos "descoberta" para sítios que já eram conhecidos por populações locais, e "civilização perdida" para sociedades cujos descendentes existem.
  • Escrevemos no presente quando se trata de povos e línguas que continuam existindo.
  • Não tratamos povos distintos como um bloco homogêneo, mesmo quando compartilham região ou período.

Como lidamos com incerteza

Arqueologia trabalha com vestígios e interpretação. Muitas afirmações que circulam como fatos são, na verdade, leituras predominantes que podem mudar com novos achados. Nosso procedimento é o seguinte:

  • Datas de sociedades sem registro escrito aparecem com "aproximadamente" ou "por volta de".
  • Estimativas de população são apresentadas como estimativas, com indicação de que variam conforme o método.
  • Quando uma explicação é disputada, isso é dito no texto, e cada conteúdo educativo tem uma seção específica sobre o que está em discussão.
  • Nomes atribuídos por pesquisadores modernos, como "Danzantes", "Estela Raimondi" ou "olmecas", são identificados como tais.
  • Não apresentamos hipóteses minoritárias como se fossem consenso, nem consensos como se fossem certezas definitivas.

O que não fazemos

  • Não publicamos afirmações de origem extraterrestre, continentes desaparecidos ou visitantes de outros continentes como explicação para obras americanas. Essas versões não têm base arqueológica e costumam se apoiar na desvalorização das populações que efetivamente construíram esses sítios.
  • Não usamos imagens de restos humanos nem reproduzimos iconografia sagrada de povos específicos como elemento decorativo. A identidade visual do site é composta por formas geométricas abstratas.
  • Não inventamos números, datas ou citações. Quando um dado não pôde ser verificado, ele não entra.

Atualizações

O acervo é revisado periodicamente. Quando uma pergunta é corrigida ou reformulada por motivo de conteúdo, o registro fica disponível na página de correções. A última revisão editorial geral ocorreu em 10 de setembro de 2026.