Quizzes de história para entender as civilizações pré-colombianas
Dezesseis quizzes sobre maias, mexicas, incas, olmecas, zapotecas, Moche, Nazca, Tiwanaku, Chavín e os povos do Caribe, além de temas que atravessam todas essas sociedades. Cada resposta vem com explicação, contexto histórico e indicação de fonte.
Perguntas sorteadas
A ordem das perguntas e das alternativas muda a cada tentativa, então repetir um quiz não é repetir o mesmo teste.
Explicação imediata
Ao responder, aparecem a resposta correta, a explicação, o contexto histórico e a referência utilizada.
Conteúdo de apoio
Cada categoria tem um texto próprio, com panorama do assunto, glossário e lista de referências.
Três níveis
Do reconhecimento de nomes e regiões até debates de pesquisa e leitura crítica de evidências.
Seis quizzes para uma primeira volta
A lista completa reúne dez conjuntos de povos e seis temas transversais. Estes são bons pontos de partida.
Maias
Cidades autônomas das terras baixas e altas mesoamericanas, com escrita própria, contagem do tempo em ciclos longos e uma história que não termina em 1492.
Incas
O Tawantinsuyu, os caminhos que ligavam quatro regiões, o trabalho por rodízio e uma administração sem moeda e sem escrita alfabética.
Mexicas (astecas)
A cidade de Tenochtitlan, a Tríplice Aliança e um sistema de tributos que organizou boa parte da Mesoamérica no século XV.
Moche
Vales desérticos irrigados por canais, pirâmides de adobe, cerâmica de retrato e tumbas que mudaram o que se sabia sobre poder na costa andina.
Escrita e calendários
Sistemas de registro muito diferentes entre si: glifos que transcrevem a fala, livros pintados, cordões com nós e calendários encaixados.
Agricultura
Milho, batata, mandioca e centenas de outras plantas domesticadas, com técnicas ajustadas a desertos, montanhas e florestas.
Artigos para ir além das perguntas
Textos aprofundados que reúnem o que a pesquisa estabeleceu, o que segue em discussão e o que costuma ser repetido sem base.
- Civilizações pré-colombianas: quem foram, onde viveram e o que construíram Um mapa geral das sociedades que ocupavam as Américas antes de 1492: onde estavam, em que época viveram, o que tinham em comum e, principalmente, o que não tinham.
- Maias, astecas e incas: as diferenças que costumam se perder Os três nomes aparecem juntos em quase todo livro didático, o que produz a impressão de que foram vizinhos e contemporâneos. Não foram, e as diferenças entre eles são maiores que as semelhanças.
- O que existia no território brasileiro antes de 1500 A ideia de um território quase vazio, coberto por floresta intocada e povoado por grupos dispersos, não sobrevive ao que a arqueologia das últimas décadas encontrou.
- Calendário maia: como funcionava a contagem do tempo Não havia um calendário maia, e sim vários ciclos rodando ao mesmo tempo, encaixados como engrenagens. Entender como eles se combinam é mais simples do que parece.
- Machu Picchu: o que a pesquisa sabe e o que se repete sem base Poucos lugares acumulam tanta informação verificada e tanta lenda ao mesmo tempo. Este texto separa uma coisa da outra.
Um site de história, não de curiosidades soltas
Escrever sobre as sociedades americanas antigas exige algumas decisões que este site assume desde o começo.
Povos diferentes não são tratados como um bloco. Maias, mexicas e incas viveram em regiões distantes, em épocas diferentes, com línguas, economias e formas de governo próprias. Reuni-los sob um rótulo único apaga justamente o que há de mais interessante em cada caso.
Hipótese é apresentada como hipótese. Boa parte do que se sabe sobre esses povos vem de interpretação de vestígios. Quando um assunto está em disputa entre pesquisadores — as causas do abandono das cidades maias do sul, a função dos geoglifos de Nasca, o alcance dos quipos —, o texto diz isso com todas as letras.
O tempo verbal importa. Milhões de pessoas falam línguas maias, quíchua, aimará e zapoteco hoje. Comunidades taínas e kalinago reivindicam sua identidade no Caribe. Falar dessas sociedades apenas no passado é um erro factual, não apenas de estilo.
As referências usadas em cada pergunta e em cada conteúdo aparecem sempre à vista, e a metodologia completa está descrita em uma página própria.
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Antes de começar
Este é um material de estudo e divulgação, escrito com apoio de publicações acadêmicas, museus e órgãos de patrimônio. Ele não substitui a bibliografia especializada, e nenhuma pergunta deve ser tratada como palavra final sobre assuntos que a pesquisa ainda discute.